Mostrando postagens com marcador A Viúva Alegre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Viúva Alegre. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Frábrica de ilusões. O gênero opereta pode ser bom, mas ópera é muito melhor.




por Comba Marques Porto


         Não fui assistir “A Viúva Alegre” e nem iria, mesmo que tivesse sido apresentada no contexto de uma boa temporada lírica. Eu não iria porque tenho cá minhas diferenças com as operetas. Contudo, venho acompanhando as manifestações dos artistas que participaram da montagem e minha reserva quanto ao gênero em nada impede que os parabenize e agradeça a todo o elenco -músicos, coristas e bailarinos - pelo empenho de fazer sempre o melhor pela arte, apesar de todas as dificuldades que enfrentaram. 

Em verdade, a montagem da “Viúva Alegre” veio a calhar justamente no momento em que anda tenso o clima criado ao longo deste ano entre a administração do TMRJ e o público em razão das inconsistentes desculpas para a (não) temporada de 2012, sem contar os problemas entre a direção e seus corpos estáveis, tal como vêm sendo noticiado por vários artistas através das redes sociais e mesmo na grande imprensa. Parece que Franz Lehár surgiu no cenário para amenizar os conflitos, para espairecer. Que seja.  (Continua)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Hora de mudar e renovar.



por Henrique Marques Porto


A área cultural do Rio de Janeiro, particularmente no que diz respeito à música, à ópera, ao balé e ao Theatro Municipal, tem vivido nos últimos dias momentos agitados e de muita tensão. E não é para menos. 


O final do ano se aproxima e até agora o Theatro Municipal não anunciou nenhuma programação, ideia, projeto ou esboço de plano para 2013. O TMRJ está absolutamente paralisado pela falta de iniciativa de seus gestores.  A agenda para o próximo ano está lamentavelmente em branco. 


O assunto vem ocupando amplo espaço em blogs e nas redes sociais, e já chegou à grande imprensa, em duas matérias publicadas no último domingo, dia 18, pelo jornal “O Globo”. Nas matérias, a presidente do TMRJ, a diretora e produtora de cinema Carla Camurati, foi ouvida e teve espaço para dar suas explicações. Não convenceu. Ao contrário, produziu nova onda de protestos e acentuou as campanhas que o meio musical e o público do Rio já vinham fazendo.